Decisões importantes não podem se tornar pedras a serem arrastadas

Pessoas ficam doentes por decisões que deixaram de tomar. E carregam nas costas as pequenas pedras que se transformam em rochas. É como um remédio que, se não administrado a tempo, deixa o doente mais doente.

Uma série de TV mostra cena ilustrativa: o exército do rei invade o espaço do inimigo e domina a população, mas um menino (o imperador dominado) sobrevive e é levado para o rei sobre quem recai a decisão mais difícil: o que fazer com o garoto?

No desfecho, o rei abraça o sobrevivente. Abraça, abraça... e, com o abraço, mata o menino. A tormenta é tamanha que o rei imputa ao seu general a responsabilidade pela morte. Afinal, o general teve a decisão nas mãos e poderia ter abandonado o menino à própria sorte antes de entregá-lo ao rei. 

No momento em que o rei diz que o subordinado teve o poder de evitar a morte, ele transfere a responsabilidade para o outro. No cenário corporativo, isso é comum. Demitir é como um ato de matar. Mas, seria isso mesmo? Já pensou que a demissão pode ser dolorosa, mas salvadora?

Para fugir de uma decisão difícil, há corporações que adotam medidas questionáveis. Uma siderúrgica criou uma espécie de “sala dos condenados”. Era visível o clima negativo no ar: os colaboradores que não davam resultados estavam num espaço do qual nada se esperava. Não eram as pessoas que estavam “doentes”, mas a empresa que estava cultivando a doença. Cada dia no trabalho era um dia perdido para os “condenados” encontrarem um novo caminho profissional.

Enquanto não se aplica o que já está decidido, não se liberta o colaborador e se aprisiona também a empresa. A maturidade do gestor está em tomar as decisões necessárias no momento oportuno. Não toma-las é seu maior equívoco.

 

Dimas Facioli

Facioli Consultoria

"Um bom líder deve dedicar tempo aos processos de contratação de pessoal. Seja minucioso, entenda quem é aquela pessoa, o que ela valoriza e quais são seus princípios. Lembre-se: é a pessoa quem "carrega" o profissional".

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